Estudos científicos apontam que exercícios respiratórios podem contribuir para reduzir a ansiedade, o estresse e sintomas depressivos. Uma pesquisa publicada em 2026 investigou esses benefícios diretamente em pessoas vivendo com HIV. Conheça as técnicas e como o Posithividades Pro incorporou essa prática à rotina de autocuidado.
Receber um diagnóstico de HIV pode provocar muitas mudanças na vida de uma pessoa. Mesmo com os avanços dos tratamentos, a possibilidade de alcançar a indetectabilidade viral e viver com qualidade de vida, o impacto emocional dessa descoberta não deve ser ignorado.
Medo, ansiedade, insegurança, preocupação com o futuro e receio do preconceito são sentimentos que podem surgir durante esse processo.
Por isso, falar sobre HIV também significa falar sobre saúde mental, acolhimento e estratégias de autocuidado.
Entre as práticas que vêm ganhando atenção da comunidade científica estão os exercícios respiratórios. Simples e acessíveis, eles podem ajudar a pessoa a desacelerar, direcionar a atenção para o próprio corpo e lidar melhor com momentos de tensão emocional.
E a ciência já começa a apresentar resultados interessantes sobre essa relação.
1. Como a respiração pode ajudar a controlar a ansiedade?
Você já percebeu que, quando está nervoso ou ansioso, sua respiração parece mudar?
Em momentos de tensão, é comum respirar mais rapidamente, sentir o coração acelerar e perceber o corpo mais contraído.
Isso acontece porque o organismo reage às situações de estresse, preparando-se para enfrentar aquilo que interpreta como uma ameaça.
Os exercícios respiratórios procuram ajudar a interromper esse ciclo.
Ao controlar conscientemente o ritmo da respiração, especialmente por meio de movimentos mais lentos e regulares, podemos favorecer respostas fisiológicas associadas ao relaxamento.
Além disso, concentrar a atenção no ato de respirar pode ajudar a pessoa a se afastar momentaneamente de pensamentos preocupantes e voltar sua atenção para o presente.
Isso não significa que respirar profundamente vai eliminar a ansiedade ou resolver problemas emocionais. Mas pode ser uma ferramenta complementar para enfrentar determinados momentos de tensão.
2. O que as pesquisas científicas descobriram?
Uma pesquisa internacional publicada em 2023 reuniu resultados de 12 estudos clínicos, envolvendo 785 participantes, para investigar os efeitos dos exercícios respiratórios sobre a saúde mental.
Os pesquisadores identificaram resultados favoráveis em três aspectos:
- Estresse: os participantes apresentaram redução na percepção de sobrecarga e tensão.
- Ansiedade: foram observadas melhorias nos sintomas relacionados à preocupação e à inquietação.
- Sintomas depressivos: os resultados também apontaram redução desses sintomas.
Na prática, os resultados sugerem que exercícios respiratórios podem ser aliados na promoção do bem-estar emocional.
É importante destacar que os benefícios observados foram modestos e que os exercícios não substituem tratamentos especializados. Ainda assim, os resultados reforçam o potencial dessa prática como parte de uma rotina de autocuidado.
3. Estudo de 2026 investigou os efeitos da respiração diretamente em pessoas vivendo com HIV
Um dos resultados mais relevantes para essa discussão foi publicado em fevereiro de 2026, na revista científica AIDS Care.
A pesquisa foi realizada na Indonésia e contou com 46 pessoas vivendo com HIV, divididas em dois grupos.
Um grupo participou de exercícios respiratórios, enquanto o outro recebeu os cuidados habituais.
Durante cinco dias, os participantes do grupo de intervenção praticaram duas técnicas: respiração diafragmática, que utiliza o movimento do diafragma para respirar, e respiração com os lábios semicerrados, que consiste em soltar o ar lentamente por uma pequena abertura entre os lábios.
Os resultados foram positivos.
As pessoas que realizaram os exercícios apresentaram uma redução significativa nos sintomas de ansiedade. Já entre aquelas que não participaram da intervenção, não foram observadas mudanças importantes.
Outro dado chamou a atenção: depois da intervenção, aproximadamente uma em cada cinco pessoas do grupo que praticou os exercícios já não apresentava sintomas de ansiedade identificados pela avaliação utilizada no estudo.
Antes da intervenção, nenhum participante desse grupo estava nessa condição.
Esse resultado merece destaque porque a pesquisa não avaliou apenas pessoas da população em geral. Ela investigou diretamente pessoas vivendo com HIV.
Embora o estudo tenha sido realizado com um grupo pequeno e durante um período curto, seus resultados reforçam a importância de continuar investigando estratégias complementares de cuidado emocional para essa população.
4. O preconceito também pode afetar a saúde mental
Quando falamos sobre saúde mental e HIV, precisamos considerar um fator que vai além da condição clínica: o estigma.
Uma pesquisa brasileira publicada em 2025 nos Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), analisou informações de 1.784 pessoas vivendo com HIV em sete capitais brasileiras.
O estudo identificou uma relação entre o estigma internalizado e piores indicadores de saúde mental.
Em outras palavras, pessoas que absorvem os preconceitos existentes na sociedade e passam a sentir vergonha, culpa ou desvalorização em razão de sua sorologia podem enfrentar mais dificuldades emocionais.
Esse dado ajuda a compreender por que o cuidado de pessoas vivendo com HIV não deve se limitar aos exames, medicamentos e consultas médicas.
É necessário considerar também a autoestima, as relações afetivas, o acolhimento, a convivência social e o acesso a cuidados com a saúde mental.
Os exercícios respiratórios não eliminam o preconceito nem resolvem o sofrimento causado pela discriminação. Entretanto, podem integrar um conjunto de estratégias que ajudam a pessoa a cuidar de si.
5. Respiração e meditação também já foram estudadas em pessoas vivendo com HIV
Outra pesquisa, publicada em 2006, avaliou um programa que combinava exercícios respiratórios, movimentos corporais e meditação em pessoas vivendo com HIV/AIDS.
Participaram inicialmente 62 pessoas, das quais 47 concluíram o estudo.
Os pesquisadores observaram melhorias no bem-estar e na qualidade de vida logo após a intervenção.
Entretanto, os benefícios não permaneceram em todas as avaliações realizadas posteriormente.
Esse resultado mostra que práticas de respiração e meditação podem contribuir para o bem-estar, mas seus efeitos precisam ser compreendidos dentro de um contexto mais amplo de cuidado e acompanhamento.
6. Três exercícios respiratórios para diferentes momentos da vida
A ansiedade nem sempre aparece nos momentos que esperamos. Às vezes, ela surge antes de uma consulta médica, durante a espera para retirar medicamentos, ao receber um resultado de exame ou até mesmo quando precisamos conversar com alguém sobre nossa sorologia.
Pensando nessas situações, o Posithividades Pro disponibiliza três modalidades de exercícios respiratórios: Acalmar, Dormir e Focar.
Cada uma apresenta um ritmo diferente e pode ser utilizada em momentos distintos da rotina.
ACALMAR — Inspire por 4 segundos e expire por 6 segundos
Essa modalidade utiliza uma expiração mais longa do que a inspiração. A proposta é desacelerar o ritmo respiratório e favorecer um estado de relaxamento.
Quando utilizar?
- Antes de ir buscar os medicamentos no serviço de saúde, especialmente quando a espera provoca ansiedade.
- Antes de uma consulta médica, quando surgem preocupações sobre resultados, tratamento ou possíveis mudanças na saúde.
- Enquanto aguarda atendimento em um serviço de saúde.
- Depois de receber uma notícia que provocou preocupação ou insegurança.
- Antes de conversar com alguém sobre viver com HIV.
- Em momentos de medo de sofrer preconceito ou rejeição.
- Quando sentir que a ansiedade está aumentando durante o dia.
- Depois de uma situação de conflito familiar, afetivo ou profissional.
- Quando estiver preocupado com a próxima coleta de exames ou com o resultado da carga viral.
Conectando com o Posithividades Pro: você pode utilizar o exercício Acalmar antes de consultar seus lembretes de medicamentos, organizar a próxima retirada ou acompanhar seus registros de consultas. A proposta é transformar momentos que podem gerar tensão em oportunidades para fazer uma pausa e cuidar de si.
DORMIR — Inspire por 4 segundos, segure por 7 segundos e expire por 8 segundos
Essa modalidade segue o padrão conhecido como respiração 4-7-8. Ela combina inspiração, retenção do ar e uma expiração prolongada, podendo ser experimentada como parte de uma rotina de relaxamento.
Quando utilizar?
- Antes de dormir, especialmente depois de um dia cansativo.
- Quando estiver com a cabeça cheia de preocupações e dificuldade para desacelerar.
- Depois de passar muito tempo pensando em questões relacionadas ao diagnóstico.
- Quando estiver preocupado com uma consulta ou exame marcado para o dia seguinte.
- Depois de um dia de trabalho intenso.
- Quando precisar criar um momento de tranquilidade antes de descansar.
- Ao tentar estabelecer uma rotina noturna mais organizada.
- Quando perceber que está levando preocupações do dia para a hora de dormir.
Conectando com o Posithividades Pro: o exercício pode fazer parte de um ritual noturno de autocuidado. Antes de dormir, o usuário pode conferir seus lembretes de medicamentos, verificar compromissos e consultas futuras e reservar alguns minutos para a prática respiratória.
A ideia é integrar organização da rotina e atenção ao próprio bem-estar.
FOCAR — Inspire por 4 segundos, segure por 4 segundos, expire por 4 segundos e segure novamente por 4 segundos
Conhecida como respiração quadrada, essa modalidade divide a respiração em quatro etapas iguais. A sequência cria um ritmo previsível e pode ajudar a direcionar a atenção.
Quando utilizar?
- Antes de uma consulta médica, para organizar os pensamentos.
- Antes de uma reunião ou apresentação profissional.
- Quando precisar se concentrar em uma tarefa importante.
- Antes de uma conversa difícil com familiares ou pessoas próximas.
- Quando estiver com muitas preocupações acontecendo ao mesmo tempo.
- Antes de participar de um encontro ou grupo de apoio.
- Quando precisar organizar a rotina de medicamentos e compromissos.
- Antes de tomar decisões importantes relacionadas à vida pessoal ou profissional.
- Quando estiver estudando ou trabalhando e perceber dificuldade para manter a atenção.
Conectando com o Posithividades Pro: antes de participar dos grupos e espaços de convivência do aplicativo, o usuário pode reservar alguns minutos para realizar a respiração quadrada. Também pode utilizá-la antes de ler notícias, organizar compromissos, acompanhar suas consultas ou interagir com outras pessoas na comunidade.
A proposta é oferecer um momento de concentração antes de atividades que fazem parte da vida cotidiana.
O mais importante é encontrar o seu momento
Não existe uma regra que determine qual exercício cada pessoa deve realizar. As modalidades são opções para diferentes necessidades e podem ser experimentadas de acordo com a preferência e o conforto individual.
O Posithividades Pro permite escolher entre práticas de 1, 3 ou 5 minutos, além de ativar a vibração do celular para indicar cada mudança de etapa.
É importante lembrar que as técnicas 4-7-8 e a respiração quadrada envolvem retenção do ar. Se isso provocar desconforto, tontura ou sensação de falta de ar, interrompa o exercício e retome a respiração natural. Não é necessário forçar a contagem.
Vale destacar que os estudos científicos apresentados não avaliaram especificamente essas três modalidades do aplicativo. Portanto, seus resultados não comprovam que os exercícios disponíveis no Posithividades Pro produzam os mesmos benefícios observados nas pesquisas.
7. Posithividades Pro: tecnologia também pode fazer parte do autocuidado
A saúde de quem vive com HIV envolve muito mais do que o acompanhamento da carga viral.
É preciso olhar para a pessoa de maneira integral, considerando também suas emoções, relações, rotina e qualidade de vida.
Foi pensando nessa perspectiva que o Posithividades Pro incorporou uma nova funcionalidade de exercícios respiratórios.
O recurso permite escolher entre três modalidades: Acalmar, Dormir e Focar.
Também é possível selecionar a duração da prática, com opções de 1, 3 ou 5 minutos, além de ativar a vibração do celular para indicar cada mudança de etapa.
A proposta é oferecer uma experiência simples, que possa ser utilizada em diferentes momentos do dia.
Imagine uma pessoa que acabou de descobrir que vive com HIV e está enfrentando muitas dúvidas. Ou alguém que precisa conversar com a família sobre o diagnóstico. Ou ainda uma pessoa que teve um dia difícil e deseja reservar alguns minutos para si.
Nessas situações, ter uma ferramenta acessível no próprio celular pode facilitar a inclusão de pequenas práticas de autocuidado na rotina.
A funcionalidade também pode ser utilizada por quem vive com HIV há muitos anos e deseja incorporar novos hábitos de bem-estar.
O aplicativo reúne outras ferramentas que podem complementar essa experiência, como lembretes de medicamentos, acompanhamento de consultas, notícias, informações e grupos de convivência.
Mais do que disponibilizar uma sequência de exercícios, a iniciativa busca ampliar as possibilidades de cuidado oferecidas pela tecnologia.
8. Exercícios respiratórios substituem terapia ou tratamento?
Não.
É importante compreender que exercícios respiratórios são recursos complementares de autocuidado. Eles não substituem psicoterapia, acompanhamento psicológico, atendimento psiquiátrico ou medicamentos quando necessários.
Pessoas que enfrentam ansiedade persistente, crises frequentes, depressão ou sofrimento emocional intenso devem procurar ajuda profissional.
Cada pessoa possui uma história e uma maneira própria de lidar com o diagnóstico. Por isso, o cuidado precisa respeitar as necessidades individuais.
A respiração pode fazer parte desse processo, mas não deve ser apresentada como solução para todos os problemas de saúde mental.
Cuidar da saúde também é cuidar da mente
Durante muitos anos, o debate sobre HIV esteve concentrado principalmente no diagnóstico, nos medicamentos e nos resultados dos exames.
Esses aspectos continuam sendo fundamentais, mas viver com HIV também envolve construir relações, preservar a autoestima, cuidar das emoções e encontrar formas de viver com qualidade de vida.
As pesquisas científicas reforçam que práticas respiratórias podem contribuir para o bem-estar emocional e que essa possibilidade também merece atenção quando falamos especificamente de pessoas vivendo com HIV.
A nova funcionalidade do Posithividades Pro aproxima essa prática da rotina dos usuários, oferecendo uma ferramenta simples e acessível para momentos de pausa e autocuidado.
Nem sempre conseguimos controlar tudo o que acontece ao nosso redor. Mas podemos aprender a reservar alguns minutos para prestar atenção em nós mesmos.
Respirar é automático. Aprender a usar a respiração como parte do autocuidado pode ser uma escolha.
Referências científicas
1. Sari et al. (2026). Integrated breathing exercises combining diaphragmatic and pursed-lip breathing techniques to reduce anxiety among people living with HIV/AIDS: a quasi-experimental study in Malang, Indonesia. AIDS Care.
https://doi.org/10.1080/09540121.2026.2630013
2. Fincham et al. (2023). Effect of breathwork on stress and mental health: A meta-analysis of randomised-controlled trials. Scientific Reports.
3. Wendt e Costa (2025). Preditores de depressão, ansiedade e sofrimento psicológico em geral entre pessoas vivendo com HIV/aids: Análises do Índice de Estigma Brasil. Cadernos de Saúde Pública.
4. Brazier, Mulkins e Verhoef (2006). Evaluating a yogic breathing and meditation intervention for individuals living with HIV/AIDS. American Journal of Health Promotion.
https://doi.org/10.4278/0890-1171-20.3.192
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